faculdade
ESCRITO POR: PATRICIA BITENCOURT*

Sempre que algo incomoda a minha cabeça, TUF! Eu recebo uma resposta…

Acho que é assim com todo mundo. Eu espero que sim, porque para mim a resposta é sempre providencial.

Recentemente, participei do 19º Locaweb, o encontro dos profissionais de Comunicação Digital, em Porto Alegre. Um evento ótimo e muito enriquecedor. Porém, um dos painéis foi A RESPOSTA: “Área acadêmica e mercado de trabalho: uma união possível?”

Aline de Campos foi a expositora que esteve no Salão Developer Experience falando sobre o tema. Ela é bacharel em Ciências da Comunicação e mestre em Comunicação e Informação pela Fabico/UFRGS, e trabalha como professora de T.I na Faculdade Senac, além de oferecer consultoria para o mercado de trabalho.

faculdade

Por que entrei na faculdade?  

Logo no início do trabalho, ela dizia que as pessoas questionam a serventia da graduação a todo o momento. Muitos pensam que a graduação significa apenas um diploma e que isso a incomoda muito, pois espera que as pessoas tirem da graduação muito mais do que isso.

Afora os aspectos práticos – um título de curso superior geralmente implica em reconhecimento financeiro – ela salientava que as faculdades, atualmente, trabalham muitas características importantíssimos para moldar um profissional: o trabalho em equipe, a resiliência e o senso crítico são altamente valorizados por empregadores. Para além, comunicação e clareza de expressão, sistematização e aprofundamento, flexibilidade e adaptação, gerenciamento de atividades e escrita adequada são coisas indispensáveis para bons profissionais que são trabalhadas pelas faculdades.

O networking também precisa ser mencionado: onde mais você faria uma rede de tão contatos tão qualificada e sólida como em um curso de graduação na área que você ama? Seus professores e colegas convivem com você durante três ou quatro anos. É tempo mais do que suficiente para mostrar suas qualidades profissionais, humanas e montar uma relação sólida de confiança.

Tá, Patrícia. Mas…  

Posso aprender isso trabalhando

Sim, você pode. O problema é COMO você vai fazer isso. Tem uma coisa que só um curso superior pode te fazer ser: ser um resolvedor de problemas na sua área.

Em linhas gerais, é como se o mercado te ensinasse a apertar botões. Mas apenas o conhecimento te faz suficientemente empoderado diante do processo simples de apertar botões. Sim, apertar botões é muito importante. Mas, se algum dia, você não conseguir apertá-los da forma que aprendeu e na sequência que aprendeu, então não será útil saber o porquê de não estar funcionando o antigo método e quais outras formas novas e melhores de apertá-los?

Mais importante do que se formar na faculdade é saber como viver essa experiência e, depois que estiver com uma grande bagagem, como aplicá-la.

Aline falava para o pessoal do T.I mas sua fala foi tão aberta e tão sincera que aquilo ali me serviu e acalmou minhas inquietações profissionais e pessoais.


Você pode se interessar por esses posts:

Audiovisual é o principal desafio para o Content Marketing em 2017

O pesadelo das notificações: como manter o foco no trabalho?

Referências: dicas de onde procurar inspiração para seus projetos


Eu sou jornalista

Sou jornalista graduada e registrada. Desde os meus oito anos, quis ser jornalista.

Para quem não sabe, não é necessário ter um título de bacharel para ser jornalista, hoje, no Brasil. Por isso, temos um mercado que desvaloriza bastante a atuação profissional. Com sistemáticos problemas, a mídia tradicional montou um mercado no qual só os fortes permanecem.

Com frequência, vejo colegas questionando o porquê de terem escolhido essa profissão e vão mais além: Por que fiz essa faculdade? Em algumas ocasiões, compreendo o questionamento. Cursar ensino superior é um investimento financeiro pesado. É investimento de tempo, também. Nele, você conhece o que é cansaço. Noites mal dormidas para fazer os 548454 trabalhos. Você venceu. Veio a formatura.

Mas depois, um frustrante mercado de trabalho.

Por que tenho educação superior em uma área que nem sequer valoriza o título que tenho?

A resposta é simples: porque eu queria conhecimento. Eu não queria saber como escrever um texto jornalístico bom. Eu queria saber o porquê de eles serem desta forma. Eu queria ser autoridade para questionar este formato. Queria poder questionar os hábitos da audiência.

Eu queria poder ser capaz de levantar a voz e dizer que tudo o que está sendo feito por aí está errado.

E eu posso. Já que minha formação permite isso.                       

Com isso tudo, meu recado é simples: não vamos reduzir um curso superior a um diploma, apenas. A graduação, um título de mestrado ou doutorado, um MBA, uma especialização, não são simples pedaços de papel. São fontes de conhecimento.

E o conhecimento liberta.  

* PATRICIA BITENCOURT É ASSISTENTE DE CONTEÚDO NA BIGHOUSEWEB