Como já havíamos dito em agosto, o Facebook vai lançar anúncios em vídeos, mas não quer irritar seus usuários, o que vem sendo árdua tarefa para o CEO Mark Zuckerberg. Enquanto o alcance de publicações orgânicas diminui, essa nova modalidade de anúncio surge.

Os vídeos são rodados automaticamente, no mudo, enquanto navegamos pelo feed. Partirá do usuário a opção de habilitar o som e assistir o VT. O primeiro anúncio, que ainda é considerado como teste, vai ser para a divulgação no novo filme de Kate Winslet, “Divergent”, que será rodado automaticamente tanto na versão mobile quanto na desktop do site. No entanto, chegará apenas para uma pequena percentagem de pessoas.

Post de divulgação da nova ferramenta:

 

Da mesma forma como acontece com o Instagram, o autoplay só é habilitado se o dispositivo estiver conectado em uma rede WiFi, evitando assim o gasto da sua internet 3G/4G, que sabemos de sua preciosidade e que talvez no fim das contas nem carregue, né?.

Gastos com publicidade

Com a nova opção de publicidade, o Facebook dá mais um passo para “roubar” verba destinada aos comerciais de TV e YouTube. Ainda que nos EUA os anunciantes devam investir ainda neste ano um valor expressivamente maior com publicidade televisiva em relação aos investimentos em vídeos online,

Nos Estados unidos, o valor gasto com vídeos na Internet cresceu mais de 40% até agosto de 2013, de acordo com a eMarketer, empresa de pesquisas de mercado em mídia digital. Este número ainda é pouco expressivo se compararmos com o quanto é gasto com publicidade televisiva pelos norte-americanos. No entanto, se seguirmos a tendência apresentada em estudos – como o que revelou que pela primeira vez americanos dedicam mais tempo à internet do que a televisão -, os valores investidos em anúncios em vídeos na web deve aumentar ainda mais nos próximos anos.

Porém, será um grande desafio para os anunciantes, que terão de fazer um conteúdo relevante e clicável (sem o auxílio do som), já que existe a opção de dar scroll e continuar navegando pelo feed normalmente.  O primeiro teste com o “Divergent” é uma boa (e segura) sacada, já que é um filme que terá grande repercussão. No entanto, resta esperar para ver como as demais empresas utilizarão este recurso e, principalmente, se dará certo.