Uma matéria publicada recentemente no The Wall Street Journal  revelou que o Facebook deve lançar nos próximos meses um serviço de publicidade em formato de vídeos de até 15 segundos, que funcionará tanto em smartphones quanto em PCs. Fontes disseram ao veículo que Mark Zuckerberg está liderando o desenvolvimento do novo recurso – que vem sendo estudado há meses pela empresa.

O envolvimento direto do CEO tem explicação: com o lançamento, o Facebook se juntaria a uma série de empresas de mídia e Internet que tentam arrematar parte das verbas que os anunciantes gastam hoje com a televisão e, certamente, tornaria este grupo muito mais forte. Afinal, com 1,1 bilhão de usuários, a rede social pode dar aos anunciantes a garantia de um alcance global quase inigualável e, por esta razão, deve cobrar caro pelo serviço: US$ 2 milhões por dia para atingir toda a audiência de adultos entre 18 e 54 anos.  Porém, serão disponibilizados também opções de anúncios que atinjam segmentos específicos de usuários – o que custará menos para os anunciantes.

 

Gastos com publicidade

 Ainda que nos EUA, os anunciantes devam investir ainda neste ano um valor expressivamente maior com publicidade televisiva em relação aos investimentos em vídeos online, espera-se que o valor gasto com vídeos na Internet cresça mais de 40% em 2013, de acordo com a eMarketer, empresa de pesquisas de mercado em mídia digital. E, seguindo a tendência apresentada em estudos como o que revelou que pela primeira vez americanos dedicam mais tempo à Internet do que a televisão , este número deve aumentar cada vez mais nos próximos anos.

 

 

O The Wall Street Journal aproveitou as cifras e a audiência envolvidas na questão atualmente nos EUA e fez uma interessante comparação em infográfico. Um comercial de TV de 30 segundos durante a última temporada do American Idol custou aos anunciantes cerca de US$ 500 mil e atingiu uma média de 13,3 milhões de pessoas, por exemplo.

 

Como o recurso vai funcionar

 O novo formato publicitário no Facebook vai mostrar os vídeos em destaque no feed de notícias dos usuários, que serão expostos a um anúncio por dia. Mas, como a empresa precisa oferecer mais de 15 segundos aos anunciantes (e, claro, para competir melhor com a propaganda de TV), permitirá que sejam apresentados até três vídeos no formato carrossel – no qual os usuários podem deslizar na tela e ver mais conteúdos daquele anunciante.

O principal desafio de Mark Zuckerberg é encontrar o equilíbrio entre satisfazer os usuários e aproveitar as oportunidades comerciais, o que estaria atrasando o lançamento do serviço. A sua maior preocupação é que os anúncios não sejam lentos nem irritem as pessoas, por isso, além de melhorar a tecnologia de vídeo para que eles carreguem rapidamente, sua equipe está realizando testes para medir o impacto dos anúncios nas atividades e no tempo gasto no Facebook.

Contudo, ainda não se sabe, por exemplo, se os usuários vão ter ou não a opção de interromper os vídeos ou de não permitir que eles rodem automaticamente. Este e outros detalhes vamos ter que esperar mais um tempo para conhecer.