Nos dias de hoje oferecer um site com design responsivo não é mais um diferencial. É uma obrigação. A construção de um site que não seja compatível com mobile, além de oferecer uma experiência terrível para o usuário, agora também prejudica o seu posicionamento no Google. Porém, o futuro do design responsivo vai além dos três formatos de tela – desktop, tablet e celular – que estamos acostumados.

O futuro do design responsivo


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O web design evoluiu conforme as necessidades dos usuários. Nos anos 90 era impensável fazer um site com uma imagem em alta, por exemplo. Demoraria uma eternidade para carregar a página em uma conexão discada. O design responsivo surgiu de forma similar. Com um número cada vez maior de pessoas com acesso a tablets e smartphones, foi preciso preparar os sites para elas e oferecer uma experiência agradável.

O futuro do design responsivo surge de uma nova necessidade

Segundo estudo do IDC, divulgado pela revista INFO, o mercado de dispositivos vestíveis (ou, em inglês, para ficar mais hipster, wearable devices) pode crescer o dobro este ano, em comparação com 2014. A estimativa é de que mais de 45 milhões desses acessórios sejam vendidos em 2015. Em 2019 o número deve aumentar para 126,1 milhões de unidades.

O que queremos dizer com todos esses dados é que, a partir de agora, vamos precisar levar isso em consideração ao desenvolvermos um site.

Sexta-feira passada, 24, a Apple lançou o seu próprio wearable, o Apple Watchque chega ao Brasil em junho e pode custar até R$ 98 mil. Entre outras coisas, o ~relógio inteligente~ chama a atenção por não ter um browser. O motivo, no entanto, é simples: não dá para navegar muito bem em uma tela com 272 por 240 pixels. Mesmo os melhores sites responsivos de hoje não estão preparados para esse tipo de acesso.

Apple Watch foi lançado na última sexta-feira, 24 de abril

Apple Watch foi lançado na última sexta-feira, 24 de abril

O problema não é exclusivo da Apple. Os dispositivos vestíveis Android também apresentam os mesmos problemas e todos estão em busca de uma solução.

Os wearables, hoje, acessam a internet através de aplicativos nativos, mas você não consegue fazer muita coisa além de ler alguns tuítes ou checar horários de voo. Segundo Benjie Moss, editor do site Webdesigner Depot, mais cedo ou mais tarde alguém na Apple, na Motorola ou na Intel, vai aceitar que, pra dominar esse mercado, é preciso entregar a internet inteira e não fragmentada.

O futuro do design responsivo está no áudio

Um dos tópicos fundamentais no desenvolvimento de um site responsivo é a experiência de navegação que ele irá proporcionar ao usuário. Para os wearebles também, mas de uma forma diferente. Para isso, os comandos vão ter que se adaptar.

Por exemplo: incluir sensores em uma pulseira para detectar o aperto dos tendões no pulso, rastreamento do movimento dos dígitos ou algo que identifique o apertar do punho como um substituto do clique.

O grande foco para o desenvolvimento desses sites estará na forma de apresentar conteúdo. A opção mais viável para grandes quantidade de dados, segundo Moss, já existe: o aúdio.

Formas de efetuar comandos através de áudio já existem, como a Siri e o OK Google. Melhor ainda: também já é possível, através de screen readers, softwares que leem para você o que está na tela. Com os relativamente curtos ciclos de vida dos dispositivos e maiores dos sites, os projetos que você faz hoje vão precisar ser compatíveis com navegação por áudio.

Moss ainda propõem que o futuro do design não está no mobile-first, mas em uma abordagem de desenvolvimento de sites que dê foco, em primeiro lugar, para os elementos de áudio. Resumindo: se os seus sites estão otimizados para os screen readers, então eles vão funcionar de forma eficaz nesta nova forma de navegar na web.