A partir de 2014, o Instagram (comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólares) se transformará em uma plataforma viável de anúncios, segundo entrevista da diretora de operações e negócios Emily White ao The Wall Street Journal. O movimento parece vir um pouco atrasado para uma rede social de dois anos que está sob pressão para mostrar ao Facebook que tem utilidades para além dos filtros. Mas, antes tarde do que nunca.

Acontece que o desafio da rede social de compartilhamento de fotos e vídeos é duplo: além de criar um local valioso para os anúncios, tem que garantir que as necessidades das marcas não se sobreponham às necessidades dos usuários – principalmente dos ativos que ultrapassaram os 150 milhões.

 

Imagem: http://instagram.com/

Imagem: http://instagram.com/

 

O Instagram está consciente de que precisa tomar cuidado, pois já sabe o que pode acontecer quando seus usuários reagem negativamente as suas decisões. Quando a empresa fez algumas mudanças na política de privacidade no final do ano passado, os mais indignados chegaram a ameaçar deixar a rede social – e alguns realmente cumpriram o prometido. Provavelmente por querer evitar que a situação se repita é que a equipe está preparando a plataforma de anúncios de forma lenta e cautelosa.

 

A questão mais importante é como serão os anúncios no Instagram. Embora não seja difícil imaginar simplesmente imagens promovendo marcas no feed, a rede social afirma estar estudando maneiras de permitir que marcas anunciem através da função de busca do app ou ainda na página que reúne os posts de sucesso da rede.