Inteligência de preços, em primeiro lugar, é um termo utilizado para algo que já sabemos quase que intuitivamente: saber quando e como dar os preços para cada um dos produtos do seu portfólio, com base em dados internos de demanda.

No entanto, esta não é uma tarefa fácil, uma vez que exige uma parte de desenvolvimento de algoritmos e automações tecnológicas para que a operação seja 100% efetiva e em tempo real.

Inteligência de preços: 3 passos para usá-la em e-commerces

Porém, dando uma simplificada em todo esse processo, apenas para entender um pouco melhor, a inteligência de preços segue a mesma lógica para tomarmos uma decisão na nossa vida. Juntamos informações, pensamos a respeito, vemos as nossas opções e só então decidimos o que fazer a não ser que você seja ultra impulsivo.

Resumindo, é basicamente assim que o processo  de precificação funciona.

Os 3 passos para usar inteligência de preços em um e-commerce:

1) Coletar dados

Para começar, é fundamental que a coleta de dados seja a mais completa possível, já que tudo isso terá influência direta nos próximos passos. As informações levantadas devem ser todas relacionadas às suas vendas, como taxas de conversão, visitas por produto, vendas de produtos, estoque, etc.

2) Analisar e recomendar

Depois do levantamento dos dados, é preciso começar a analisá-los. Você tem diversas formas de fazer isso, como por exemplo: criar modelos de previsão histórica ou analisar separadamente a demanda de cada categoria/produto, verificando onde seu preço consegue atingir a melhor combinação entre redução de margem e aumento de giro.

Você também pode, ao invés de ter um preço que varie diariamente, localizar um valor que equalize essas variáveis. Assim é possível gerar insights e recomendações futuras.

Inteligência de preços: 3 passos para usá-la em e-commerces

Um bom caso disso é a precificação inteligente feita pelas companhias aéreas. Quando compramos uma passagem com seis meses de antecedência, pagamos um valor menor do que com apenas uma semana.

Isto se dá pela demanda e diversos outros fatores que compõem esta decisão de preços, visto que um cliente na semana do embarque, na teoria, está naturalmente mais propenso e conformado a pagar um valor maior, dada a “falta de planejamento” e urgência dele.

3) Ter atitudes e compartilhar resultados

Depois desses dois primeiros passos, agora precisamos tomar atitudes. Para isso, tente se basear nas demandas e expectativas do seu target, e não esqueça de tudo que você sabe sobre ele para aplicar corretamente sua nova precificação.

Veja se há coerência, aplique as recomendações, meça os resultados e então compartilhe com seus colegas. Este passo final é extremamente importante para que as novas precificações possam ser afinadas e alinhadas para estarem sempre perfeitas, além de fornecerem um ótimo material para a geração de mais insights.