midias sociaisO Scup Ideas – projeto da ferramenta para interação com consumidores – convidou 50 profissionais e estudiosos de redes sociais para compartilharem suas visões sobre o mercado de mídias sociais para o ano que vem. O resultado foi um apanhado imenso de previsões para 2014.

Por aqui, separamos as mais bacanas (e preocupantes) e que podem ser úteis para o pessoal que trabalha com web. Mas já damos o SPOILER CHAVE do próximo ano: mobile.

Ana Brambilla

“O cansaço do Facebook vai chegar ao Brasil”

O Facebook mostra sinais de fadiga. Jovens adultos da Europa e adolescentes dos Estados Unidos já tiraram férias ou declararam independência dessa rede. E como no Brasil a tendência de comportamento digital chega naturalmente, com um suave atraso, me parece bastante provável que esse cansaço de Facebook se manifeste por aqui ao longo do próximo ano. Possíveis razões:

a perda do caráter social, influenciado pela artificialidade do edge rank (que rege o modelo de negócio do Facebook, amparado pela visibilidade);

saturação de formatos publicitários que, apesar de mostrarem conteúdo ultra segmentado, há muito deixou de ser natural e já soa irritante;

superpopulação e consequente perda de privacidade: meus pais, meus tios, meus professores estão no Facebook e me censuram por este ou aquele post;

abandono em escala: se meus amigos começam a se distanciar do Facebook, logo perco a principal razão para estar nessa rede;

adoção de ferramentas mais específicas (com um só foco de interesse ou funcionalidade) e direcionamento para mobile: WhatsApp, Instagram, jogos, revitalização do MySpace para música e etc.

Ana Paula Morais

“Quem tiver as estratégias de conteúdo mais ousadas vai se relacionar melhor”

Em 2014, o marketing de conteúdo vai alavancar as conversas nas mídias sociais. As empresas estão investindo cada vez mais no conteúdo direcionado e ganhando valor para suas marcas. A oportunidade de conversa com os consumidores já foi criada. Agora, é hora de construir o melhor e mais interessante conteúdo para que esse elo seja mantido. As empresas, instituições e pessoas que assumirem o relacionamento com seus consumidores serão capazes de influenciar a percepção de suas marcas, transformando a comunicação e seus produtos.

Vai se relacionar melhor quem for criativo e tiver as estratégias de conteúdo mais ousadas. A concorrência por audiência é imensa e todos, grandes e pequenos, pessoas e empresas, estão na briga pelas melhores oportunidades de estabelecer essa conversa.

Douglas Costa

“Quem quiser ganhar escala nas redes sociais precisará colocar a mão no bolso”

Para que serve rede social? Serve ao negócio. A atuação de uma empresa lá só faz sentido quando está alinhada aos seus objetivos maiores, quando ajuda a vender mais, trazer novos clientes, fidelizar os atuais, encontrar insights de inovação, criar oportunidades de negócio. Acredito que em 2014 veremos o amadurecimento dessa visão, especialmente em empresas on-line, como os e-commerces, em que é possível mensurar os resultados do trabalho em redes sociais de maneira concreta e validar a estratégia. A discussão será menos sobre engajamento, likes, compartilhamentos, e mais sobre receita, share de mercado, índices de satisfação dos clientes.

Jim Lodico

“O conteúdo é a única constante que permanece verdadeira”

O futuro do marketing on-line é a autoridade. A habilidade de se apresentar como um especialista e quem que as pessoas procuram quando querem ajuda é essencial para o sucesso nas mídias sociais e no marketing digital. Reconhecimento que vem daqueles com um alto grau de autoridade também dá mais relevância aos resultados da busca.

Erik Qualman

“A tecnologia vestível será uma realidade”

Está aumentando a olhos vistos a tecnologia vestível, como o Google Glass e os smartwatches ou relógios inteligentes. Com isso, muitas empresas vão começar a produzir e proteger sua reputação digital. Será assim porque a sua reputação em geral será apenas a sua reputação digital.

Leandro Hipólito

“Os movimentos sociais borrarão os limites entre os mundos on-line e off-line”

As mídias sociais se tornarão lugar-comum para a integração da sociedade. São exemplos disso o levante popular para a derrubada em 2011 do então presidente do Egito, Hosni Mubarak, bem como seu uso para a eleição do presidente dos EUA Barack Obama em 2008, e mesmo as manifestações que ocorreram no Brasil em 2013. Com isso, também será mais trivial e, ao mesmo tempo, imprescindível compreender a repercussão e o funcionamento de cada movimento via mídias sociais (que cada vez são mais integradas, perdendo a distinção entre “on-line” e “off-line”), com monitoramento e análise, como o que já ocorre, mas ainda de forma tímida, para negócios e estudos sociológicos, antropológicos, econômicos e políticos, uma vez que afetam poderes e a sociedade como um todo.

Leslie Orsioli

“Os adolescentes estarão conectados em plataformas de nicho”

As tecnologias wireless NFC/RFID vão se tornar muito mais mainstream. Vamos observar que essa tecnologia servirá de base de muitas mais campanhas em social do que já é o caso atualmente. Os adolescentes estarão mais concentrados nas plataformas de nicho em social media, aquelas que oferecem uma experiência privada, como Snapchat e Kik. Além disso, a comercialização nas plataformas de social media, como Twitter, Pinterest e outras, oferecerá às marcas mais oportunidades comerciais.

Renato Dias

“O analista de mídias sociais será substituído por especialistas de diferentes áreas”

Estratégias mais sociais e especialização: se, de um lado, agências e clientes vão seguir incorporando competências dessa disciplina, tornando suas estratégias cada vez mais sociais, por outro, vamos encontrar profissionais mais especializados. A figura do “analista de mídias sociais” será aos poucos substituída por especialistas em sub-áreas como social ads, community management, produção de conteúdo, programação e atendimento 2.0.

 

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