“Mídia é para nós o que a água é para o peixe.”

 

Hoje resolvemos trazer uma indicação de leitura para todos que se sentem inquietos ao pensar no universo midiático que estamos inseridos atualmente. Para Mark Deuze, autor de Media Life, nós estamos tão profundamente imersos nos meios de comunicação que já chegamos no ponto de não reconhecer quando os usamos.

O autor está questionando e explorando um caminho possível para compreender a nós mesmos e o nosso mundo em relação à mídia, que se tornou “onipresente”, “penetrante” e quase “codificada” em nossos genes. Para Deuze, “gostemos ou não, todos os aspectos da nossa vida ocorre nos meios de comunicação”.

E esse ‘nos’ faz toda a diferença. Media Life defende que nós vivemos na mídia e não com a mídia.  Por isso, o autor afirma que é melhor parar de buscar apenas os impactos da tecnologia de mídia, mas sim refletir sobre o nosso ambiente de mídia. Ou seja,  se deve examinar cuidadosamente as mudanças nos arranjos sociais relacionados com o ambiente de mídia atual.

"Vivendo na mídia, não com a mídia"

“Vivendo na mídia, não com a mídia”

 

Se você chegou até aqui e já está achando tudo isso muito doido, preste atenção na frase a seguir:

“Nossa sociedade, governada pela mídia, tornou-se como um conglomerado de sites únicos em permanente construção”.

Todos mundo é um contador de histórias, todo mundo é um jornalista ou desenvolvedor de games. No entanto, o que é importante é a forma como participamos da narrativa, quem queremos ser e o que queremos fazer com a mídia. “Nós podemos realmente criar arte com a vida”, é o que Deuze enfatiza.

O livro tem uma  forte base teórica para lidar com tal questão contemporânea, que vem de diferentes áreas como filosofia, psiquiatria, mídia, estudos culturais, sociologia.

 

Veja a apresentação incrível do próprio autor e entenda melhor tudo isso.