Passadas 2 semanas do primeiro turno das eleições de 2012, conseguimos analisar a atuação das propagandas políticas na internet. Assim como toda nova mídia, a internet carrega clichês e vícios de mídias mais antigas, como o Jornal, Outdoors e Rádio.

Ao invés dos políticos tentarem entender a população através do comportamento online, propondo soluções e interagindo com os internautas, preferiram transformar as redes sociais em esquinas de panfletagem. A todo momento pipocavam banners de políticos no Facebook, dando ênfase ao seu nome e número e fazendo da rede de Mark Zuchemberg um cruzamento de avenidas em época de eleições. Para eles, o Facebook é a evolução do Outdoor.

E no Twitter, onde o pensamento político deveria ser mais bem trabalhado e sucintos, os candidatos, marketeiros e simpatizantes utilizavam mais exclamações do que ideias, como, por exemplo, “Vamos lá candidato!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Outras redes, como Orkut e Pinterest foram menos utilizadas. A primeira, porque seu foco está em usuários adolescentes, que ainda não possuem título de eleitor. A segunda, por estar em fase de crescimento no Brasil. Mas, com absoluta certeza, 2014 nos reserva milhões de pins em santinhos online.

E o Youtube, que serviu como canal Viva do horário eleitoral? Ora! Se o espectador foge como Elefante do deserto quando aparece a tela azul do TRE em suas TVs, por que eles acessariam o canal online para rever o show de mesmices?

Mas tudo isso faz parte de um aprendizado e da renovação das equipes de marketing. É normal que publicitários que há 30 anos trabalham nesse segmento tratem a internet como ambiente de reprodução de conteúdo e publicidade secundária. Mas pudera, há quantas décadas as propagandas da TV permanecem no mesmo padrão do vídeo a seguir?