Além dos robôs de Hollywood: como funciona a inteligência artificial?

Você já se perguntou como funciona a inteligência artificial? 

Acredite, você não é o único.

O assunto, temperado pelo hype da ficção científica e dos avanços reais da tecnologia, suscita muita curiosidade e discussão.

Assim, uma das dúvidas mais latentes é como funciona a inteligência artificial.

Afinal, como os cientistas conseguem dotar robôs e softwares com uma forma de pensamento humano? 

Como funciona a inteligência artificial: o pensamento humano pode ser interpretado pela matemática 

A IA só é possível porque a forma como nós, humanos, pensamos é interpretável de forma matemática. Nossa capacidade de dedução, de fazer escolhas e pensar estrategicamente pode ser escrita por certas equações. 

Pelo menos esse antropocentrismo presente na IA remonta desde a época de Turing. 

Segundo este artigo publicado na revista interdisciplinar de estudos da cognição Ciências e Cognição:[…] o teste baseado no jogo da imitação [de Turing] tem como parâmetro o ser humano. Consequentemente, o objetivo da ciência cognitiva influenciada por Turing passou a ser o de formalizar o pensamento humano.” 

No entanto, para entendermos melhor, vamos por partes: a IA é um programa de computador, certo? E programas de computadores são compostos por códigos. Assim, podemos considerar os códigos como funções (sim, as matemáticas mesmo) e os dados gerados por esses códigos como números. 

Dessa forma, é possível que programas simulem uma inteligência similar à humana. Assim, os sistemas vão além da programação básica de ordens específicas, evoluindo e conseguindo tomar decisões de forma autônoma, baseadas em padrões de enormes bancos de dados.

Processos de funcionamento da IA: machine learning, deep learning e PLN 

Será possível criar seres como o BB-8 ou CP3O em termos de inteligência, raciocínio e empatia? Só o futuro dirá. Porém, o que acontece agora aponta para uma resposta afirmativa: cada vez mais os algoritmos e softwares funcionam de forma mais autônoma. 

Mas como esses robôs aprendem? Bem, existem três tipos principais de tecnologia de ensino de máquinas: o machine learning, o deep learning e o PLN (Processamento de Linguagem Natural). Alguns deles, inclusive, já fazem parte do seu dia a dia. 


Não me deixem! 

Como funciona a inteligência artificial: os avanços do machine learning

Machine Learning 

Se você está acompanhando a nossa série sobre inteligência artificial, então você deve ter visto algo sobre machine learning. Basicamente, esse método se baseia na aprendizagem com o mínimo de programação possível. 

Dessa forma, o processo matemático se dá a partir do reconhecimento de padrões. Além disso, apesar dos demais métodos de aprendizado, podemos considerar o machine learning como a essência da IA.  

Um exemplo de como o machine learning está presente no seu dia a dia é por meio das buscas em e-commerce. Pense nas recomendações de produto feitas em grandes sites de compras, baseadas em estudos do consumo.

Você busca pelo produto A. Porém, a inteligência artificial do site percebeu que pessoas que procuram o produto A também se interessam pelo produto B. Assim, o produto B também irá aparecer para você nas opções de busca. 

Para ilustrar melhor o funcionamento do machine learning, vamos pensar na metáfora da teia de aranha. Sendo assim, considere que o machine learning funciona como várias teias de aranha infinitas. Dados e dados se conectam e essas conexões criam informações relevantes para serem apresentadas. 

Você não aguenta os algoritmos! 

Complexidade de raciocínio aprofundada com o deep learning 

Deep Learning

Aqui, a complexidade de raciocínio da máquina se torna mais profunda. Para o deep learning, identificar padrões não é o suficiente para criar resultados relevantes. Ora, podemos até dizer que, de forma sofisticada, esse método tenta imitar nosso pensamento. 

No nosso dia a dia, nos deparamos com o deep learning em sites robustos de e-commerce (olha ele de novo!), como Amazon, por exemplo. 

Nesses sites, os dados dos consumidores são coletados enquanto ele navega. O deep learning funciona aqui tentando aprimorar a experiência de compra do cliente, deixando-a cada vez mais envolvente. 

Além desse uso, o reconhecimento facial também pode ser citado. Já utilizado no Facebook há muitos anos, o reconhecimento já está no nosso smartphone e sendo implementado nos sistemas de segurança ao redor do mundo. 

Chatbots e o Processo de Linguagem Natural 

Processamento de Linguagem Natural (PLN)

Você já recebeu mensagens de chatbots de uma empresa que achou perfeitas? Até mesmo quase informais. 

Nesse caso, a IA vinculada ao chatbot é o Processo de Linguagem Natural. Aqui, o PLN faz com que o robô se torne quase identificável – ou seja: você pode até achar que está falando com uma pessoa do outro lado da tela. 

No cotidiano, o PLN já está sendo usado pelas principais redes sociais para identificar a emoção presente em posts na internet. Além disso, lojas e estabelecimentos comerciais usam o PLN para identificar elogios ou críticas à empresa. 

Como funciona a inteligência artificial: dica cinematográfica

Ex Machina (2015, Alex Garland) é um filme que ilustra bem o funcionamento das mais avançadas técnicas de pensamento da IA. 

Aqui, vemos Ava, a ciborgue interpretada por Alicia Vikander, aprender todos os gostos e preferências de Caleb (Domhnall Gleeson), adaptando-se a eles de forma impecável. 

Mais ainda: Ex Machina nos brinda com reflexões profundas sobre o sentimento das máquinas ao mesmo tempo que nos deixe tensos com um suspense da melhor qualidade. 

O que você achou dos processos de funcionamento da IA? 

Você acha que o machine learning, o deep learning e o Processamento de Linguagem Natural facilitam de fato o nosso dia a dia? 

Imagem: Divulgação