Áreas da inteligência artificial: quais setores estão se aproveitando da IA?

Quais são as principais áreas da inteligência artificial? Ou melhor colocando: quais setores do conhecimento mais se beneficiam da evolução da IA? 

Em termos gerais, o uso da inteligência artificial tem transformado as áreas da saúde, segurança, comunicação e marketing, educação e agricultura. 

Mas não pense que sua utilização está restrita apenas a essas áreas. Como uma tecnologia nova e de alta adaptabilidade, a IA tem o potencial de facilitar as mais diversas áreas do conhecimento e atuação humanos. 

Neste post, você vai ficar por dentro dos usos da inteligência artificial de acordo com a seguinte divisão:

Áreas da inteligência artificial: as possibilidades são (quase) infinitas 

Se você está pensando que apenas áreas que lidam diretamente com projetos ultra tecnológicos e matemáticos podem tirar proveito das otimizações da inteligência artificial, bem… você está errado. 

Até mesmo nas áreas de ciências humanas, sociologia e literatura a IA aparece: uma pesquisa divulgada pelo jornal El País, realizada por cientistas da Universidade de Copenhague, realizou um descomunal trabalho de campo no qual analisou de forma maciça textos escritos em inglês de livros publicados entre 1900 e 2008. 

O intuito da pesquisa era descobrir traços de machismo e disparidade de gênero em mais de 100 anos de literatura. Como era esperado, a  correlação entre gêneros e qualificativos mostrou o tratamento diferente entre mulheres e homens. Na maior parte das vezes, elas era descritas com adjetivos físicos e que acentuavam a aparência. Eles, por outro lado, eram “fortes”, “honrados”, “corajosos”, etc. 

Claro que essa descoberta levaria muito mais tempo para ser feita se não fosse o uso da IA. Foram 11 bilhões de palavras examinadas em mais de três milhões de livros analisados. 

De acordo com os cientistas, o estudo utilizou um sistema baseado em inteligência artificial e machine learning. Nele, as obras escolhidas eram analisadas palavra por palavra. Por fim, houve a conclusão de que o tratamento dado a mulheres e homens na literatura é abertamente sexista.

Incrível como a inteligência artificial pode ser adaptada para otimizar as mais diversas áreas do conhecimento, não é? É por isso que não estamos brincando quando dizemos que as possibilidades são quase infinitas… 

Inteligência Artificial na Saúde: qualidade de vida para profissionais e pacientes

Inteligência Artificial na Saúde: qualidade de vida para profissionais e pacientes

Já é possível que pesquisadores da saúde encontrem o tratamento para doenças raras com o uso de softwares. Além disso, a IA permite uma análise muito mais ágil de amostras biológicas e exames. 

A IA também facilita o diagnóstico de pacientes e, consequentemente, a tomada de decisão de médicos em momentos de risco. 

Se você assistiu ao filme Operação Big Hero, deve saber que o robô voltado para cuidados médicos, Baymax, não está assim tão longe da realidade. Na verdade, ele já tem até um correspondente na vida real: o robô Jack, criado pela Universidade Medicina de Jichi, no Japão. 

Utilizando o conceito de inteligência artificial, a máquina usa um banco de dados de saúde para sugerir ao clínico uma lista de potenciais doenças, que aparecem em uma tela fixada no peito do equipamento.

Mas não pense que é apenas no formato de robôs fofinhos que a inteligência artificial age na saúde. Aqui mesmo, no Brasil, mais especificamente no Hospital Israelita Albert Einstein, há aparelhos de imagem capazes de identificar problemas e enviar uma notificação para o operador da máquina, sem intervenção humana. 

Inclusive, alguns equipamentos conseguem mandar sinais vitais do doente, como batimento cardíaco, direto para o prontuário médico. 

Inteligência Artificial na Segurança

Inteligência Artificial na Segurança

A inteligência artificial já começou a ser aplicada na segurança pública, inclusive em território brasileiro. Aqui, o principal fator de investimento é o reconhecimento facial. O intuito é facilitar o trabalho das autoridades encontrando suspeitos, procurados ou foragidos do sistema prisional. 

Uma das primeiras iniciativas do tipo foi realizada no carnaval Rio de Janeiro, em formato de projeto-piloto. Apenas nessa tentativa 28 câmeras foram posicionadas em pontos estratégicos de Copacabana, 8 prisões foram feitas e 3 veículos foram recuperados. Campinas e Salvador também estão investindo nesse tipo de otimização para a segurança pública. 

Mas como o reconhecimento facial funciona? A tecnologia de IA envolvida nesse experimento é capaz de identificar pessoas analisando detalhes de rostos, como distância entre os olhos, formato de boca, queixo e nariz, bem como a linha da mandíbula. Disfarces e perucas não adiantam. 

No entanto, há um debate acerca do uso da inteligência artificial no campo da segurança: apesar da rápida implementação da tecnologia de reconhecimento facial ter potencial para reforçar a segurança pública das cidades, a aplicação da tecnologia precisa ser feita com transparência e mantendo direitos individuais e a dignidade dos cidadãos. 

Inteligência Artificial no Marketing: será que funciona?

Inteligência Artificial no Marketing: será que funciona?

No ramo do marketing e nas comunicações a inteligência artificial age principalmente na previsibilidade do comportamento do consumidor, na atualização dos mecanismos de busca e na automatização das redes sociais por meio de chatbots. 

A previsibilidade do consumidor nas redes, por sua vez, já é uma realidade. Ela permite que a marca mapeie o comportamento do usuário e preveja suas próximas ações. Em plataformas de e-commerce, isso já acontece. Grandes marcas como a Amazon, Lojas Americanas e Magazine Luiza já investem no deep learning para otimizar o consumo em seus sites.  

Além disso, táticas de SEO e de mecanismos de busca também são impactados pela IA. O objetivo aqui é criar uma experiência mais completa e de maior qualidade para o usuário. 

O Google, por exemplo, atualiza seguidamente o seu algoritmo de busca para melhor determinar a intenção de busca das pessoas. 

Por outro lado, o uso de chatbots tem se tornado cada vez mais popular nas redes sociais. A ferramenta de automação de atendimento também é resultado da implementação de IA. 

Inteligência Artificial na Educação: tecnologias de ensino 

Inteligência Artificial na Educação: tecnologias de ensino

O Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, reuniram algumas das principais tecnologias educacionais baseadas em IA que estarão presentes nas escolas até 2030. 

Uma dessas tecnologias é o uso do Sistema Tutorial Inteligente (STI), voltado para o ensino personalizado. Essa ferramenta é responsável por dar um feedback ao aluno e ao professor, identificando se o estudante está conseguindo aprender o que é transmitido em aula e quais são as suas emoções enquanto o aprendizado ocorre. 

Dessa forma, é mais fácil otimizar e escolher a melhor estratégia pedagógica levando em conta as particularidades de cada aluno. Além disso, outras tecnologias como learning analytics, fones de ouvido tradutores, criatividade computacional e óculos inteligentes também farão parte das escolas daqui alguns anos. 

Inteligência Artificial na Agricultura

Inteligência Artificial na Agricultura

O uso da inteligência artificial na área do agronegócio se encaixa na otimização da produção. 

Nesse sentido, estudos já estão feitos para melhorar as operações mecanizadas: o ideal a ser atingido é o monitoramento em tempo real de toda a lavoura e seus processos. Hoje, já é possível ter uma rastreabilidade efetiva das culturas, sem intervenção humana. 

Na área de máquinas agrícolas, por sua vez, já existem protótipos de tratores que funcionam sem a necessidade de um operador humano. O sistema de autodireção (telemática) já está disponíveis nas máquinas agrícolas atuais, mas se espera que as tecnologias autônomas elevem o nível de automatização. 

Assim, com o uso da IA, os veículos poderão decidir suas próprias ações: parar o serviço quando estiver chovendo, mudar a rota, identificar acidentes de percurso, etc. 

No entanto, a IA já pode fazer parte do dia a dia do produtor rural hoje – graças à Alice. Essa assistente virtual foi desenvolvida pela Solinftec e tem o seu sistema baseado em redes neurais (mais especificamente em deep learning). 

A ideia é que o agricultor possa conversar com a Alice e tirar suas principais dúvidas sobre o desempenho de qualquer processo rural de sua fazenda. 

Além disso, a assistente também está sendo treinada para analisar grandes massas de dados, visto que é capaz de detectar padrões que escapam ao olho humano. 

O objetivo é melhorar o rendimento das operações e da produção, indicar quais seriam as melhores práticas, comparar, alertar e ajudar a programar as atividades da forma mais eficiente possível, sempre em tempo real.

Na sua opinião, em quais áreas a inteligência artificial mais se destaca? 

E em quais setores do conhecimento ela pode contribuir cada vez mais? Conta para a gente o que você pensa sobre o assunto!