Lei de proteção dos dados

A Lei Geral de Proteção de Dados, prevista para entrar em vigor em 2020, já está causando furor no marketing nacional. Há até quem diga que é o fim do marketing digital e da mídia programática…

Mas será para tanto? Se voltarmos na história da humanidade, novas tecnologias foram lançadas, leis foram criadas para regulá-las, elas se adaptaram e continuaram firmes e fortes.

É o caso do rádio, da televisão, do download de filmes e músicas na internet…  

O que diz a Lei Geral de Proteção de Dados?

Casos como o de David Carroll e da Cambridge Analytica abriram os olhos do mundo para a questão dos dados online. A discussão sobre o assunto está em alta no mundo todo e, como resposta, a União Europeia criou a Lei GPDR (General Data Protection Regulation). Podemos dizer que ela é a mãe da LGPD.

Basicamente, a LGPD protege dados on e offline do vazamento de informações. Além disso, ela define três entidades principais:

  • Controlador: referente à empresa que recebe e armazena os dados;
  • Operador: empresa que trata e processa os dados;
  • Titular: o indivíduo dono dos dados.

Todo o conceito da lei é pensado para proteger o Titular (correspondente ao usuário ou cliente). Sendo assim, podemos perceber que, para a LGPD, os dados são exclusivamente do Titular e não da empresa – seja ela Controladora ou Operadora.  

Dessa forma, os dados pessoais só podem ser tratados mediante prévio consentimento explícito do Titular, com explicação clara sobre o motivo de uso.

Além disso, o Titular decide tudo sobre os seus dados, inclusive pode acessar, corrigir, portar, anonimizar, eliminar definitivamente e até revogar o direito da empresa de acessar suas informações.

Você trabalha com cookies? Melhor deixar isso para lá!

Sim, os pequenos arquivos de coleta comportamental dos usuários não serão mais permitidos pela LGPD. Pelo menos não da forma como vêm sendo utilizados até agora.

Antes da lei, os sites incluíam mensagens (bem escondidas, diga-se de passagem) avisando que estariam cookando os usuários para melhorar as experiências de navegação.

Isso não será mais permitido. A LGPD exige que a mensagem seja diferente em dois sentidos: a pessoa precisa aceitar ativamente os cookies (ou seja, a marca não pode mais presumir que o usuário aceitou). E o site precisa informar exatamente o que vai fazer com os dados.

Vazamento de informações: afinal de contas, a LGPD pode acabar com o marketing digital?

Não, a LGPD não é sinônimo do fim do marketing digital. É como dissemos na primeira parte do texto: tudo será uma questão de adaptação. E sim, mudar é sempre difícil, mas é possível.  

O que precisará ser revisto é o que as empresas podem ou não fazer com os dados e, por meio dessa análise, criar um novo processo e fluxo de trabalho. Então, além de estar dentro da lei, é necessário que a empresa revise o seu modo de tratar as informações.

Ou seja: daqui em diante, sua empresa não pode esquecer que o dado dos usuários não pertence a ela. Antes, está temporariamente com você e está à mercê da vontade do Titular.

E aí? Você acha que a LGPD vai acabar com o marketing digital?

Conta para nós nos comentários a sua opinião sobre a LGPD e o futuro do marketing digital!


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