Orgulho LGBTQ+

Em junho, nós celebramos o Mês do Orgulho LGBTQ+. A data escolhida faz referência à Revolta de Stonewall, que ocorreu no dia 28 de junho de 1969. Sim, neste ano nós comemoramos os 50 anos de Stonewall. 

O movimento deu início ao sentimento que entendemos por orgulho. Orgulho de ser LGBTQ+ e orgulho de ocupar o espaço público. Mais ainda, a revolta é lembrada como um marco no ativismo LGBTQ+ e do debate público pelos Direitos Humanos. 

O que foi a Revolta de Stonewall? 

Na madrugada do dia 28 de junho de 1969 – a homossexualidade havia recém deixado de ser crime nos Estados Unidos -, policiais invadiram o bar Stonewall Inn sob o pretexto do local estar vendendo bebidas alcóolicas sem permissão. 

Era a terceira vez, num curto espaço de tempo, que policiais faziam esse tipo de ação em bares gays pela volta da região. 

Funcionários e clientes – a maior parte de homossexuais marginalizados – foram agredidos e levados sob custódia. Treze pessoas foram detidas. Nesse momento, a multidão em torno do Stonewall Inn começou a revidar e jogar garrafas e pedras nas viaturas. 

Drag queens e transexuais foram a linha de frente da revolta, sendo Marsha P. Johnson, ativista trans, a primeira a atirar um copo de vidro contra a investida policial. 

No fim, um jornal pegando fogo foi atirado dentro do bar e, ao usarem as mangueiras para apagar o incêndio, os policiais também atingiam as pessoas, propositalmente.

A partir daí, parte da comunidade gay de Nova York, que até então se escondia, foi às ruas protestar nos arredores do Stonewall Inn durante seis dias.

Por dentro da cultura no Mês do Orgulho LGBTQ+

Para comemorar o Mês do Orgulho LGBTQ+ e os 50 anos da Revolta de Stonewall, elencamos alguns dos principais ícones da cultura LGBTQ+. Faça essa imersão e entenda o verdadeiro valor da história queer para todos nós. 

1 – Paris is Burning (Jennie Livingston, 1991)

Você já ouviu algum desses pajubás (dialeto popular) americanos: shade, category is… ou xtravaganza? Bem, se você já se aventurou pelos episódios do fenômeno RuPaul’s Drag Race, você já deve ter ouvido alguma coisa do tipo. 

Mas RuPaul jamais teria surgido se o caminho não tivesse sido aberto pelo ícone queer: Paris is Burning, dirigido por Jennie Livingston no início da década de 90.

Nenhum trabalho ilustrou tão bem a cultura do entretenimento gay. Isso tudo sem deixar de pintar as nuances do preconceito. Além disso, diferenças linguísticas (o pajubá) e os sistemas de opressão que mata e exclui homens gays todos os dias também são mostrados com excelência no longa. 

Paris is Burning (Jennie Livingston, 1991)

2 – Rupaul’s Drag Race (Nick Murray, 2009 – presente)

O programa, comandado pela drag queen RuPaul, coleciona recordes de audiência. Além disso, acabou com a invisibilidade homossexuais e transexuais na mídia mainstream

Hoje, RuPaul’s Drag Race caminha para a sua décima segunda temporada. O programa ainda é responsável por lançar ao estrelato inúmeras artistas drag queens, passando do círculo LGBTQ+. 

Hoje, RuPaul’s Drag Race caminha para a sua décima segunda temporada. O programa ainda é responsável por lançar ao estrelato inúmeras artistas drag queens, passando do círculo LGBTQ+.

Imagem: Nerds Universo

3 – Born This Way (Lady Gaga, 2011)

O disco Born This Way foi um marco na carreira de Lady Gaga. A obra, que conta com alguns dos maiores sucessos de Gaga (Born This Way, faixa homônima; Judas e Marry The Night), foi a responsável por apresentar uma visão mais política da diva pop. Por isso, a escolha não poderia ficar de fora do nosso Mês do Orgulho LGBTQ+. 

Born This Way nos traz Lady Gaga engajada, com letras que dão prioridade à aceitação, amor e igualdade. Além disso, a estética dos anos 80 nos dá toda a transgressão que precisamos – e sentimos. 

O disco Born This Way foi um marco na carreira de Lady Gaga. A obra, que conta com alguns dos maiores sucessos da cantora. Ela é referência na luta pelo Orgulho LGBTQ.

Imagem: It Pop

4 –  Express Yourself (Madonna, 1989)

Talvez a gente nem pudesse falar sobre RuPaul’s Drag Race ou Born This Way se a Madonna não tivesse existido. Bem, isso é apenas uma especulação. O certo é que a rainha do pop fez história com o clipe de Express Yourself, no anos 80. 

A música é um hino à liberdade de pensamento e ao empoderamento. Literalmente, Madonna dava a ordem: expresse-se! 

Além disso, a canção deu origem a um dos clipes mais caros da História e ainda abocanhou os principais VMAs de 1989. 

A rainha do pop, Madonna, fez história com o clipe de Express Yourself, no anos 80. A música é um hino à liberdade de pensamento e ao empoderamento.

Imagem: Per aspera ad

5 – I Will Survive (Gloria Gaynor, 1978)

O que veio primeiro: I Will Survive ou Priscilla, a Rainha do Deserto? Antes que o filme com temática drag fizesse sucesso, Gloria Gaynor já bombava nas baladas da Era Disco. 

A letra fala sob o ponto de vista de uma mulher após o fim de um relacionamento abusivo. A forma de manifestação cantada pela voz de uma mulher negra e americana logo alcançou representatividade entre as mulheres e o público LGBTQ+. 

A música logo se tornou um hino e é uma das mais regravadas, tendo ganhado releituras nas vozes de Pussycat Dolls, Diana Ross, Demi Lovato e até mesmo Iza, Maria Gadú, Liniker e Nina Maia.  

I Will Survive (Gloria Gaynor, 1978). A letra fala sob o ponto de vista de uma mulher após o fim de um relacionamento abusivo. A forma de manifestação cantada pela voz de uma mulher negra e americana logo alcançou representatividade entre as mulheres e o público LGBTQ+.

Mês do Orgulho LGBTQ+: conhecendo a cultura para aprofundar o respeito 

O que você achou das nossas indicações para comemorar o Mês do Orgulho LGBTQ+? Já deu para ver que a cultura pop seria muito menos rica se não houvesse a participação da comunidade LGBTQ+. Nada melhor do que conhecer a cultura e a importância de um movimento para aprender a respeitá-lo cada vez mais, não é? 


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