Quer algumas dicas de livros sobre feminismo?

Não precisamos dizer que – ainda bem – as mulheres estão cada vez mais empoderadas, não é? O feminismo, que teve seu início com a frase de Simone de Beauvoir, “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”, vem conquistando cada vez mais adeptas ao longo do anos.

Presenciamos hoje um boom midiático do feminismo: ele está na fala dos artistas, em páginas do Facebook, vídeos no YouTube e, acima de tudo, nas ruas.

E fazendo jus ao poder que a internet nos concede – talvez a grande responsável pelo avanço das ideias feministas -, separamos 12 livros feminismo que toda mulher deveria ler, de acordo com as mulheres empoderadas que fazem parte da Big House, claro.

12 livros sobre feminismo que todo mundo deve ler

Indicações da Bruna Teixeira, nossa planejamento:

1 – Livre: a jornada de uma mulher em busca do recomeço, Cheryl Strayed.

O livro é bastante emocionante e mostra como uma mulher pode fazer exatamente tudo o que quiser. Inclusive caminhar mais de 1.770 quilômetros, atravessando parte dos Estados Unidos.

Para complementar, a vida da personagem está de cabeça para baixo – divórcio, morte e drogas – e, por isso, ela parte em busca de um recomeço. O drama vivido por Cheryl é muito significativo e representa muitas mulheres do mundo e do Brasil.

       Imagem: Saraiva

Empoderamento feminino: quem resiste aos livros sobre feminismo?

2 – Não sou uma dessas, Lena Dunham

Lena Dunham é a produtora da série da HBO, Girls. Além disso, Lena tem um ótimo poder para representar conflitos e descrever detalhes e sentimentos. O livro funciona como uma biografia e nos mostra as vivências da autora que, até certo ponto, inspiraram a criação de Hannah, protagonista da série.

A obra funciona como um diário e discorre sobre temas absolutamente importantes na formação de caráter de uma mulher: aceitação, experiências lésbicas e conhecimento pessoal são apenas algumas dessas temáticas.

Dunham recebe críticas seguidamente, principalmente por sua falta de crítica diante de sua posição privilegiada, mas mesmo assim vale dar uma olhada no livro que ajudou muitas mulheres no seu processo de construção e amor próprio.

   Imagem: Le Livros

Os primeiros contato com a ancestralidade feminina

3 – A Ciranda das Mulheres Sábias, Clarissa Pinkola Estés

Esse é um livro sobre feminismo é indispensável para quem está começando a se envolver com a ancestralidade feminina. Pinkola Estés, analista junguiana, já é um nome conhecido das devoradoras de livros feministas (vide Mulheres que correm com os lobos).

A obra é carregada de linguagem poética, cheia de símbolos (afinal, estamos falando de Carl Gustav Jung) e metáforas femininas cheias de significado.

A autora parte do arquétipo da Velha Sábialas abuelas – para explicar que, mesmo menina, toda a mulher vive velha e sábia. Para acessar esse saber, basta reconhecer e honrar.

   Imagem: Mercado Livre

Um mergulho de cabeça – e sem volta – no sagrado feminino

4 – Lua Vermelha, Miranda Gray

Miranda Gray nos leva a dar um profundo mergulho no sagrado feminino. A autora fala sobre novos sistemas de magia, religiões modernas, movimentos políticos e artísticos para mostrar que sim, a mulher precisa ser ouvida e respeitada.

O assunto principal da obra é menstruação e começou quando Gray percebeu que seu trabalho – como ilustradora – variava de acordo com o período em que se encontrava: variando entre estilos abstratos ou extremamente precisos.

Lua Vermelha nos presenteia com uma excelente oportunidade de autoconhecimento e ressignificação do nosso sangramento, dando a ele uma interpretação positiva.

           Imagem: Amazon

Quem tem medo do poder de Djamila Ribeiro?

5 – O que é lugar de fala?, Djamila Ribeiro

Entrando mais no campo da teoria feminista, temos essa obra, básica para qualquer um que pense em se aventurar pelos caminhos do feminismo, de Djamila Ribeiro. Podemos dizer que nunca ouvimos tanto uma expressão nos últimos anos como ouvimos “lugar de fala”.

Mas o que é, de verdade, lugar de fala? Será que respeitamos esse espaço quando falamos sobre situações e preconceitos que não necessariamente passamos? Em uma sociedade cheia de extremismos e desigualdades, O que é lugar de fala? cai como uma luva, um chapéu que serve perfeitamente em nossas cabeças.

Imagem: Amazon

6 – Quem tem medo do feminismo negro?, Djamila Ribeiro

Sim, Djamila Ribeiro é tão maravilhosa que merece ser exaltada com um combo de livros – já podemos chamar de clássicos? – sobre pensamento feminista. Se, num primeiro momento, O que é lugar de fala? nos guia para a empatia, Quem tem medo do feminismo negro? é o passo a seguir.

O livro nos educa sobre os problemas e diferenças de vivências das mulheres negras. O melhor é que são textos autobiográficos e representam o silenciamento e processo de apagamento de personalidade que a própria Djamila viveu quando menina.

          Imagem: Amazon

Antes do movimento feminista, já existiam mulheres na literatura que lutavam pela igualdade entre os sexos

Indicações da Mariana Bampi, nossa conteúdo:

7 – Orgulho e preconceito, Jane Austen

Sim, sabemos que as obras de Jane Austen foram publicadas muito antes da ideia do feminismo ser concebida por Simone de Beauvoir. Mas não podemos deixar de falar sobre o poder de uma mulher escritora em pleno século XIX.

Orgulho e preconceito tem um valor especial por contar a história de Elizabeth Bennet e sua família – quase que totalmente composta por mulheres. Elizabeth enfrenta os padrões cruéis da época, sempre com uma visão crítica e consciente sobre as injustiças sofridas pelas mulheres.

    Imagem: Livraria Cultura

Eu sei por que toda mulher precisa ler livros sobre feminismo

8 – Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou

O livro é um retrato autobiográfico da infância e juventude da grande escritora Maya Angelou. A história é emocionante e mostra como a vida de uma jovem negra sulista pode ser afetada pelo racismo e machismo, intrincados na sociedade americana – e na nossa também.

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola foi a primeira obra literária de Angelou e já podemos notar o seu talento para a escrita e para despertar a emoção nos leitores.

Maya nos leva até os Estados Unidos da segregação racial para nos contar sua história e como a religião, o preconceito e o abuso podem mudar para sempre a vida de uma menina.

              Imagem: Concha Editora

Descobrindo o ouro da literatura feminista nigeriana

9 – Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie

Americanah talvez seja a obra mais importante de Chimamanda Ngozi Adichie. O livro nos apresenta a história de Ifemelu, uma estudante nigeriana que vai para os Estados Unidos. E é quando ela aterrissa no país americano que ela percebe duas coisas muito importantes: ela é negra e imigrante – mulher ela sempre soube que era.

Em uma narrativa que alterna entre Lagos (capital da Nigéria) e as cidades americanas, Adichie nos mostra a questão racial presente em toda a América pela perspectiva e crítica de uma mulher africana. Isso é inovador e nos abre a mente para outras interpretações do mundo.

                       Imagem: Saraiva

10 – No seu pescoço, Chimamanda Ngozi Adichie

Parece que, além de Djamila Ribeiro, as mulheres da Big House também têm uma leve obsessão pela Chimamanda Ngozi Adichie. Mas a verdade é: como não amar o que essa mulher tem a dizer?

Dessa vez, a escritora nigeriana nos presenteia com 12 contos sobre cultura, preconceito e machismo. Mais uma vez o cenário transita entre África e Estados Unidos.

O trunfo de Adichie é que, apesar das histórias terem temas repetidos, sua narrativa é tão experimental e funcional que os contos conseguem se diferenciar e nos ensinar uma coisa diferente a cada página virada.

        Imagem: Amazon

11 – Profissões para mulheres e outros artigos feministas, Virginia Woolf

Woolf é uma referência em literatura feminista e modernista. A escritora já criticava a relação patriarcal da sociedade inglesa, a dificuldade da mulher em conquistar seu espaço e a dependência econômica das mulheres em relação aos pais ou maridos.

Em Profissões para mulheres, a autora questiona em sete ensaios a então enraizada ideia da mulher como o “anjo do lar”, além da dificuldade de emancipação econômica e intelectual da mulher, como podemos ver no excerto abaixo:

“Quer dizer, o que é uma mulher? Juro que não sei. E duvido que vocês saibam. Duvido que alguém possa saber, enquanto ela não se expressar em todas as artes e profissões abertas às capacidades humanas.”

   Imagem: Livraria Cultura

Livros sobre feminismo: um gostinho de Rupi Kaur

Indicação da Patrícia Bitencourt, nossa coordenadora de conteúdo:

12 – Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur

Rupi Kaur é o nome em efervescência quando o assunto é poesia. E essa efervescência só dispara quando tratamos de poesia feminista.

A obra da autora indiana ganha na simplicidade de sentimentos com que aborda questões como amor próprio, abuso e redescoberta. É um livro para se desconstruir, construir e reconstruir. É uma respiração de alívio para as opressões sociais que todas as mulheres vivem.

Imagem: Saraiva

E aí? O que você achou das nossas dicas sobre livros feministas?

Conta para a gente nos comentários! Qual autora você prefere? Qual está ansiosa (o) para começar a ler?


A Big House é uma agência digital que transforma boas ideias em resultado. Atuando com Marketing Digital e desenvolvimento web desde 2011, somos uma equipe multidisciplinar certificada em Inbound Marketing focado nas melhores estratégias digitais. Entre com contato conosco pelas nossas redes, leia o conteúdo no Blog da Big House ou acesse nosso site para conhecer a Big.