Quando você para para ler seu blog preferido, – mesmo sem saber – está a serviço do mercado anunciante. Nem importa se algum banner da página recebeu cliques ou não, os rastros já foram deixados.

Essa coleta automática de dados atinge a todos e praticamente não há como fugir dela, mas os publicitários ainda não entendem plenamente a oportunidade deixada pela internet, segundo Fernando Taralli, presidente da Energy.

O setor varejista concentra as empresas que mais investem em publicidade online e é praticamente o único que tem feito bom uso dessa estratégia. O e-commerce está em todo lugar da internet e, mesmo sem perceber, qualquer internauta acaba impactado pelas ofertas apresentadas por essas empresas.

As marcas conseguem, por meio dos cookies (os rastros), entender o que cada usuário quer e, assim, direcionar melhor as propostas – por isso sua propaganda é tão eficiente. Taralli, que se apresentou no Digital Age 2.0 nessa terça-feira, 28, chamou isso de “segmentação por hábito”: mesmo sem saber o nome do alvo, consegue-se chegar muito próximo de seus desejos.

No caso do blog preferido, ele fornece informações simples ao servidor, como o tipo de leitura que agrada àquele visitante. Se consta na descrição da página que ela é focada em literatura brasileira, o próximo site visto pode trazer uma oferta de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis

Taralli contou que é comum a pessoa passar por um site de viagens, escolher uma oferta mas não fechar; então, na página seguinte, o internauta se depara com um banner oferecendo uma promoção justamente sobre o pacote visto. “É a margem do gerente”, explicou.